A Court Of Mist And Fury de Sarah J. Maas -- Opinião

Review in English here. 
Feyre sobreviveu às garras de Amarantha para retornar ao Tribunal da Primavera, mas a um custo íngreme. Embora ela tenha os poderes do Alto Fae, seu coração permanece humano, e não pode esquecer os terríveis atos que ela realizou para salvar o povo de Tamlin.
Nem Feyre esqueceu seu negócio com Rhysand, o Alto Senhor do temido Night Court. Enquanto Feyre navega por sua teia escura de política, paixão e poder deslumbrante, um mundo maior aparece - e ela pode ser a chave para detê-lo. Mas só se ela pode aproveitar seus presentes angustiantes, curar sua alma fraturada e decidir como ela deseja moldar seu futuro - e o futuro de um mundo dividido em dois.
Com mais de um milhão de cópias vendidas de sua amada série Throne of Glass, a narrativa magistral de Sarah J. Maas traz esse segundo livro em sua série sedutora e repleta de ação para novas alturas.


Para começar sempre que começo um livro de Sarah J. Maas, eu não Posso fazer nesse mês um TBR enorme, porque sei que vou falhar por inteiro. Ehehhehe, e foi isso que aconteceu este mês, eu tinha planeado pelo menos 4 livros para ler… resultado não terminei! Na verdade daquilo que planei ler só vou terminar dois. 

Mas isto é outro assunto. Vamos falar deste livro, este livro começa com Feyre logo a seguir aos acontecimentos do que se passou Under The Montain, (para aqueles que ainda não leram ACOTAR, sugiro não ler o que vêm  ai,  apenas saiam desta página, vão ao Google e procurem pelo livro e encomendem para o ler. Não acreditam? Aqui está o vídeo da minha opinião sem spoilers desse livro), como é que ela fica a lidar com o facto de já não ser humana, de ser diferente, de matado pessoas para estar agora livre. A luta dela e tanta que ficamos surpreendidos, Freyre, a rapariga alegre e ingénua do primeiro livro já não existe, o que conhecemos é uma concha vazia muito parecida com a antiga humana. E já aí ficamos completamente apanhados, a maneira como ela age a redor de Tamlin aquele que ela lutará tanto para a salvar, e que agora lutava para a manter a salvo. No entanto, Tamlin é diferente torna-se duro, sem mesmo notar a presença dela, sem entender que ela estava a se destruir aos poucos apenas a única coisa que se importava era que ela permanecesse na casa, para preparar banquetes e festa e o casamento.

Mas Feyre é assombrada pelo que fizera e devido a isso não se sente preparada o que faz com ela peça ajuda a todos até mesmo aqueles que ela não desejava que existissem. Para ser honesta, eu sou super fã de Tamlin até este livro, logo no início nos sentimos uma diferença enorme nas personagens, na verdade ate pode ser as personalidades delas desde o início mas a autora fizera questão que não houvesse maneira do leitor soubesse.

Este livro foi uma espécie de montanha russa de emoções, principalmente no dia do casamento, desde o inicio do livro, nós pensamos que as coisas não estão bem, que Feyre está muito diferente, e começamos a duvidar do casamento, até que ela pede ajuda a qualquer pessoa que exista para a tirar do seu casamento. E surpresa alguém aparece, que é sem tirar nem por o maléfico Rhys, que durante o período na Under The Montain, para que Feyre sobrevivesse fez um acordo com ela para que ficasse uma semana com ele todos os meses. 

E ele até estava disposto a ignorar esse acordo (por razões que ele explica mais tarde no livro), mas ao sentir a Feyre tão desesperada, resolve ir salva-la no casamento levando-a para a sua Corte, onde ela e ele, é claro, começam a discutir, como sempre. Eles não se dão bem, na verdade Feyre detesta o Rhys no começo, o que ela não esperava é do desfecho que mais tarde teria com ele. E eu sinceramente também não estava a espera do plot e do desfecho, tão intenso, tão incrível. 

Eu adorei cada pagina, cada momento, cada sentimento, cada intensidade, cada brincadeira, cada gozo e cada momento aterrador. Eu amo o Rhys por razões óbvias, mas as novas personagens, a Mor é a personagem mais fofa, mas querida mas também poderosa que eu fiquei rendida. O Cassian é o Illyrian mais fofo que parece que está preso nas suas próprias sombras e o Azriel é o tenebroso engraçado que eu mais adoro também. No entanto, não consigo entender Amren, ela é uma cognitiva, que eu adorava conhecer mais, porque acho que ela terá surpresas que iram para vir. 

A maneira como a Sarah conta as suas historias, como pinta a historia com camadas elaboradas e incríveis  que eu adoro. Ela consegue de alguma forma deixarmos completamente agarrados às as personagens a acreditar que aquele mundo de facto existe. E uma leitura lenta devo de avisar, mas que vale a pena, cada frase cada momento parece mergulhado em razões e intenções. E para este livro eu tenho que dar 1000000 estrelas. 




Com spoilers 


Uma coisa que devo também dizer, o primeiro livro, A Court Of Thorns and Roses, é como se fosse uma espécie de background para o segundo livro uma espécie de introdução extensa para quando chegarmos ao segundo livro percebermos os porquês e os quês. Os easter eggs que estão no primeiro são tantos que de facto apetece-me pegar no livro e lê lo de novo. A gaveta da Freyre, Callamani, a Under The Montain, tudo o que parecia apenas um cenário, revela-se ser mais importante no segundo livro. 

O facto da autora utilizar os Mates. Adorei, amei na verdade saber que Rhys sempre fora mais especial do que aparenta, os momentos pausados que na verdade tinham mais coisas a dizer. Olhares significantes da parte do Rhys que eu não contava que tivessem um significado mais profundo, porque sim, nós pensamos apenas que aquilo e apenas uma brincadeira entre os dois, coisa que na verdade  não é. É muito mais que isso, e maneira como Feyre reage ao saber é super esclarecedora e sentida, a confusão, o sentimento de magoa, de traição, é sentida enquanto ela foge, mas ao mesmo tempo vemos que autora descreveu tudo de maneira tão perfeita que sentimos tudo o que ela sente, é fantástico.

A minha personagem favorita como devem de imaginar é o Rhys! Ele é apenas aquela personagem que apenas tem camadas e camadas, eu nunca encontrei uma personagem que eu adiasse e depois amasse, que tivesse tantos momentos loucos e cheios de intensidades, com mascaras e tatuagens nos joelhos cheio de significado. A imagem acima como podem ver das montanhas, é a imagem da tatuagem.

O final… bem, eu não estava a espera, o final foi como uma queda de meteorito, vemos estas personagens a querem  salvar o seu próprio povo, o próprio país quando não conseguem. Ele, Rhys, fez sacrifícios atrás de sacrifícios fez o que pôde para poder salvar tudo, para encontrar maneira de enxugar o King of Hybern mas o que ele não estava a espera e que fosse traído. E o sacrifício de Feyre, meu Deus, aquela personagem!! 


Sem comentários:

Com tecnologia do Blogger.