Um Conto de Terror...



A cadeira era fria sobre as minhas costas descobertas, apenas tinha um top que mesmo assim dava para entender o frio que nela existia, uma luz cegava-me sempre que olhava para cima, era para o único sitio que me deixavam olhar na verdade. Eu estava a ser segurada pelo maxilar, e sentia as mãos viscosas como se fossem revestidas de um liquido quase espesso que me percorria o pescoço, caindo sobre o cabelo que estava estendido no cadeira.

A minha respiração estava acelerada por muito que tentasse perceber o que me agarrava era impossível a luz chegava-me por completo. Havia um som... quase ritmo
...quase hipnótico... quase estridente... quase gelado.

Eu debatia-me não sabia o que estava a acontecer mas sabia que algo estava muito errado. Um movimento quase subtil fez com que bloqueassem a luz que estava a cegar e consegui ver a figura de pele branca, quase albina, os olhos claros azuis, de pálpebras muito abertas, quase parecendo que nao existiam. O respirar dele, era arranhado quase como se tivesse dificuldade a respirar. Nao havia maneira de saber se era uma pessoa do sexo masculino ou feminino. Aquilo, apenas limitou-se a observar-me, eu podia sentir a pressão da sua mão aumentar e de repente outra mão agarrou-me a a testa e forçou-me a colocar a cabeça para trás abrindo assim a boca. 

Comecei a gritar, e a debater-me sobre as suas mãos viscosas, enquanto ouvia um som a minha esquerda, era quase como um ruminar, doentio, e ameaçador. As minhas pernas e braços estavam presas em tiras grossas e fortes. A coisa que me agarrava continuava a agarrar-me, enquanto aquele som que parecia uma broca aproximava-se cada vez mais de mim, até que consegui ver a segunda coisa, era quase como o primeiro, a pele pálida, os olhos claro, mas está tinha cabelo na cabeça estranha e anormalmente alongada, fios apenas caiam sobre os ombros esqueléticos. 

-Apenas relaxa, Isto não Vai doer nada! - Disse a voz da coisa que era rouca e ao mesmo tempo molhada, como se tivesse os pulmões inundados em liquido. 

A coisa inclinou-se sobre mim, com um objecto pequeno que fazia aquele barulho estranho, e pressionou o objecto na minha boca. Uma dor terrível afectou a minha boca, sentia aquela coisa sobre os meus dentes e assim comecei a gritar, e debaixo dos meus gritos e daquele barulho do objecto eu conseguia ouvir eles a se rirem, enquanto trocavam da broca para uma lamina. 

Mais uma vez a dor quase cegou-me ao ponto de não conseguir mais gritar devido ao sangue que começava a encher a minha boca. Foi quando tudo parou. E vi os afastar de mim, agarrado a uma pinça estava um dos meus dentes. 

- Este é o primeiro, ainda faltam todos - disse a voz roupa e doentia. 

Eu gritei mais uma vez. 

- Oh Vá lá Patrícia, achas mesmo que tirar o dente do sizo é assim tão mal? - Perguntou a minha melhor amiga, enquanto estávamos a tomar café.

(uma pequeno conto inspirado numa ida ao dentista, não, eu ainda não tirei o dente ainda... Imaginem o meu pânico! Se gostaram desta historia e querem mais digam nos comentários)

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