Por Treze Razões de Jay Asher - Opinião


Sinopse

Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play. 
Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte. 
Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.


Opinião 

suicida su.i.ci.daswiˈsidɐ
adjetivo de 2 géneros
1. que, voluntariamente, põe termo à própria vida
2. que serviu de instrumento de suicídio
3. que envolve ruína ou suicídio
4. figurado extremamente perigoso
nome de 2 géneros
pessoa que, voluntariamente, põe termo à própria vida
Do latim sui, «de si» +caedĕre, «matar»

Sim, eu sei, eu foi procurar... o significado, apenas não maneira de não fazer. E digo isto com a cara de maior confusão no mundo, por duas razões, a primeira porque adorei o livro mas estou zangada com ele e pela segunda razão, porque tinha que saber o que poderia acontecer a uma pessoa para poder por fim a sua vida.

Eu sei que não fizeste de proposito por me desiludir. Na verdade, a maior parte de vocês que me estão a ouvir não faziam a minima ideia do que andava a fazer - do que andava realmente a fazer.

Estou um pouco ou muito irritada com este livro, fascinada também. Eu corri este livro de uma ponta a outra quase sem descanso e arrependo-me. Arrependo-me por ter visto a serie primeiro, antes de ler o livro e por ter achado que iria ser diferente (o final). Podia haver muita conexão, mas não... o facto de saber exactamente o que iria acontecer a seguir, não me deixou de todo espantada ou intrigada. Foram as ultimas palavras dela. É algo mórbido de se pensar ou até mesmo aceitar, se virem bem, é alguém que vem do além para falar com vocês e atirar cada erro que fizeram a cara, e o melhor.. não tem maneira de escapar a sentença muito menos argumentar para poderem ser perdoados. É tarde demais.

Talvez para ti parecesse uma coisa insignificante, Zach. Agora, porem, espero que compreendas. O meu mundo estava a desmonerar. Eu precisava daqueles bilhetes. Precisava do mais tenue raio de esperança que aqueles bilhetes me pudessem oferecer. E tu? Tu roubaste-me essa esperança. Decidiste que eu não merecia te-la.
...
Gritei nas costas dele: - Porquê?
...
Gritei aquela palavra até não poder mais. As lagrimas, que finalmente tinham brotado, começaram a deslizar-me pelo rosto.
- Porquê? Porquê, Zach?

Nós somos humanos, não somos perfeitos, muito menos coerentes nas nossas acções, gostava de dizer que tem esperança para nós, mas as vezes penso que estamos metidos numa jaula em algum lado, a espera nos cantos de atacar, enquanto do outro lado, atiram com coisas a espera que haja qualquer reacção e nos aguentamos, nós aguentamos ao máximo, dentes cerrados unhas cravadas na pele, e sem alguém para nos ajudar e eles esperam que nós cedemos. E foi isso que aconteceu com Hanna, ela cedeu, as criticas que lhe foram construídas para perceber que não havia mais razões para poder sobreviver. Para poder viver.

No final da aula, Mrs. Bradley distribuiu um panfletos designado Sinais de Aviso dum Suicida. Adivinham o que aparecia logo nos cinco primeiros?
«Uma mundança subita de aparencia.»
Puxei pelas pontas do meu cabelo recém-cortado.
Hum. Quem diria que eu era tão previsível?»

E eu pessoalmente, enquanto lia, não pode deixar de pensar, era só mais um pouco Hannah, um pouco mais e estarias fora da escola, fora dos boatos. Mas isso não aconteceu, infelizmente. Há coisas que não podemos fazer nada, mesmo que tentássemos e reparássemos o que estava a acontecer com ela, era demasiado tarde. Ela própria o diz durante as cassetes. Era uma bola de neve apenas arrastava mais e mais, sobre a vida dela. É algo que consigo compreender na totalidade, no entanto, deixa-me de pé atrás em relação será que seria o suficiente para que acontecesse tal coisa? Mas visto na perspectiva de Hannah, consigo compreender as fases a que levem uma pessoa a escolher a opção de suicídio.

As vezes temos pensamentos que nem nós próprios compreendemos. Pensamentos que nem sequer são verdade - que não correspondem aos nossos verdadeiros sentimentos -, mas que não deixam por isso de nos passar pela cabeça, porque são pensamentos interessantes. 

A ideia do autor, ao fazer este livro foi descriminar como é que a nossa vida é, como é que nós como humanos funcionamos, e sim de uma forma feia e imatura e quase degradante, sim deveríamos de ser pessoas melhores. E este livro, que está escrito de forma incrível, deixou-me com a perfeita perspectiva do que ela sente e do que a pessoa que pensa que esta a ser acusada, e que espera ouvir o seu nome sente ao ouvir a "carta" de suicídio e desejar poder fazer alguma coisa sobre o assunto.
Uma das coisas que existe no livro e que me revolta, é como o simples facto de um pequeno comentário poder ser uma permissão para fazerem o que querem dessa pessoa. Uma coisa que me fez abrir os olhos, um pouco, sobre como agimos na nossa própria sociedade, nós pensamos que comentários são apenas comentários, mas não são. São palavras que nos marcam como objectos aos olhos das outras pessoas.


Livro Vs Serie 
Spoiler!


Pela primeira vez vou dizer algo que nunca pensei dizer. Prefiro a serie ao livro, e digo isto de forma quase sentida. Porque nunca pensara que algo assim haveria de me acontecer. E tenho 13 motivos para tal:

1,Sim, Clay no livro consegue ouvir as cassetes numa noite e na serie demora tempo infinito, mas gostei dessa maneira, por uma razão simples. As cassetes causam impactos, causam ondas de emoções e durante a serie, Clay necessita do seu tempo para poder absorver cada cassete e também vemos o que causa estar a ouvir, algo que no meu parecer causa perturbações.



2. As personagens são mais importantes. Na serie conseguimos perceber o impacto que as cassetes tem sobre aqueles que já a ouviram, é quase palpável a maneira como eles reagem, de forma negativa ou até mesmo em negação. Também vemos que as cassetes causam desfechos as personagens e que as ajudam a certo ponto.



3. Existe mais temas do que no tema que levam para o suicido. Sim, algo que a serie captou, algo que o autor não captou, mas também nem precisava, visto que a historia centra-se na Hannah e não nas restantes personagens. A serie fala de violência, problemas psicológicos, homofobia, diversidade de sexualidade e também irresponsabilidade do ensino publico. 



4.Uma das coisas que me deixou-me um pouco de pé atrás foi como as personagens mesmo ouvindo a carta de suicídio de Hannah, mesmo assim recusaram a acreditar na verdade, uma verdade que ainda por cima era demasiado chocante para ser ignorada. Sim, eu estou a falar de Justin, Bryce e Jessica, as personagens que mais me chocaram na serie inteira.



5. A personagem que adoro em ambas as partes é o Tony, é uma personagem preparada a estar lá para toda gente que leia as cassetes, e que sabe de tudo o que ocorre sobre as personagens mesmo não estando incluído na lista. Claro que gosto mais do Tony que existe na serie porque ele é engraçado e parece ser daquelas personagens que está sempre no Backgrownd mas no entanto tem sempre a importância para ligar as personagens.



6. Uma das diferenças como já apontei, existe a diversidade de sexualidade. E surpresa das surpresas Tony é Gay. Um dos aspetos que só me fez ainda amar mais pela personagem foi o simplicidade com que ele age em relação a questão. Enquanto as outras personagens tem as suas maneira de lidar com o assunto, mesmo que uma delas seja estúpida.



7. Uma coisa que a serie aproveita é o facto de haver também uma historia para cada personagem e de alguma forma também sublinha algo que não existe no livro "existe dois lados na historia". Sim, durante o livro ouvimos a parte de Hannah, mas ao mesmo tempo ficamos na duvida, será mesmo assim, será que aquela personagem é mesmo assim. Resposta... Sim, é. Mas acabamos por entender o porque durante a serie. Os produtores foram ainda mais longe, podendo mostrar ao leitor, os dois lados da historia e de alguma forma sentimos até pena das personagens.



8. O cenário é mais bonito e mais completo. Uma aposta dos produtores, tal como já disse é a extensão da historia, para que pudessemos sentir o que as outras personagens sentem e como viveram aquele momento. No entanto, os cenários, as personagens e a historia em si faz mais sentido do que no livro. Estranho não é?



9. Não é só o conteúdo. Uma coisa que ao fazerem a serie alteraram foi o modo como a historia é contada. Acrescentam detalhes e ainda por cima foram mais a frente sendo mais realista ainda mais a historia. Ou seja, acrescentaram coisas a historia além da historia das personagens, também acrescentaram coisas a historia das cassetes, tal como por exemplo a maneira como ela morrera.



10. Apesar de na serie ter adorado cada momento, uma coisa que amei do livro foi a Hannah, a personagem saída do livro, em si, uma rapariga que realmente parecia querer apenas ser aceite pelos outros, que tentou ser simpática com todos e mesmo quando toda gente a rebaixava ela ainda tentava. Eu esperava que Clay e a Hannah tivessem outro desfechos.



11. Alem da minha personagem favorita ser Tony, uma das personagens que não aparece de todo nas cassetes que eu gostei imenso por não ser um parvalhão de primeira, foi Jeff, uma personagem simpática que nos apreciamos pela maneira como ele é amigo de Clay e como o puxa para as festas. De todas as personagens que nós conhecemos foi um das que mais tive pena.



12. Um dos grandes problemas que existe. Estupro. Violação. A pior coisa que pode existir. É pior que assassinato. Uma ferida aberta, plenamente aberta sem possibilidade de ser curada. Sem a possibilidade de ser completamente esquecida. O que acontece numa das cassetes é algo vergonhoso, que acontece com 3 pessoas, duas delas podiam ter impedido, e a outra sendo a causa desse acto, não tendo consciência do que fazia aproveitou-se de alguém inconsciente. Que não tinha como dizer ou falar algo. Hannah viu isso acontecer mas não fez nada para o impedir.



13. A depressão é algo horrível, algo que as vezes não é possível controlar, algo que pode causar suicidou, que pode causar os maiores danos as pessoas. Hannah já não tinha maneira de sentir quanto mais ter algum tipo de luz ao fundo do túnel. Ela tentou ainda assim procurar ajuda. Assim como procurou sentir algo, mas os seus últimos actos limparam qualquer vestígio de personalidade dela. Fazendo assim com que o final fosse inevitável.



Sinto uma vaga de emoção a inundar-me. Dor e Raiva. Tristeza e Compaixão. Mas, por surpreendente que possa parecer, também esperança.
Continuo a andar.
Os passos de Skye começam agora a soar mais alto. E quanto mais me aproximo dela, mais acelero e mais leve me sinto. A minha garganta  começa a descontrair-se.
Dois passos atrás dela, chamo-a: - Skye. 

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