terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Next - Vizinho Perfeito

Olá pessoal,
na próxima parte de Vizinho Perfeito, Eve ignora por completo William, no entanto, ocorre uma acidente entre os seus pais, ao ponto de Eve ser empurrada para William. Mas ela decide afastar-se dela, no entanto as suas amigas só atraem os seus amigos.
Espero que estejam a gostar.
Love Peace and Write.
Kisses Lovewriters <3


sábado, 25 de janeiro de 2014

Nem Tudo É Perfeito - Vizinho Perfeito

2º Parte 
Vizinho Perfeito
Foi acordada com a musica de Lords, One Chance, eu abri os olhos admirada, mas rapidamente percebi que tinha sido William para me acordar. Eu sentei-me e passei a mão pela testa que estava inchada gemi quando ao sentir uma pequena dor e espreguicei-me, agarrei o comando e abri  as cortinas que tinha fechado no dia anterior e olhei para a janela. William estava acordado, com uma camisola preta da banda Lords e umas jeans desgastadas e sapatilhas pretas. Ele estava a procura da mochila e quando se virou e viu que estava acordada ergueu um bloco que estava perto da secretaria dele. 
"Estás bem?"
Eu peguei no bloco que tinha ao meu lado e escrevi:
"Sim, tenho é um galo na cabeça. Vais para a escola?"
Ele acenou e encolheu os ombros como quem diz "tem que ser".
"Boa Sorte" escrevi. 
Ele sorriu e escreveu no bloco e mostrou-me.
"Ultima aula, violino"
Eu acenei e ele sorriu. 
"Vemo-nos nessa altura"
Eu acenei e ele despediu-se acenando e eu acenei e ele saiu. 
Eu respirei fundo ainda estava a pensar que tinha sido um sonho, estava admirada por ele falar comigo. Ouvi uma batida na porta e eu sabia que era o meu pai como bom dia antes de ir para o trabalho. Eu levantei-me e bati de novo, segundos mais tarde ouvi o carro arrancar. 
Eu agarrei numas calças de yoga e numa camisola de alças cava que mostrava o top e coloquei a braçadeira para colocar o ipod, e desci indo até a cozinha pegando num iogurte e numas bolachas comi num instante, sai da casa, estiquei-me nas escadas aquecendo os músculos e comecei a correr. 
Eu adorava correr, passava sempre o bairro indo de seguida pelo parque passando por vendedores ambulantes que já me reconheciam, eu parei na banca de jornal e cumprimentei o senhor Grover que me deu a minha revista preferida sobre musica e fotografia e guardando na minha pequena mala continuei a correr enquanto ouvia One Chance. Parei na banca de doces e falei com a senhora Johson que me deu um pacote de doces em troca teria que lhe cantar o que estava a ouvir, eu ficava sempre envergonhada mas adorava a senhora por isso cantei uma quadra e ela bateu palmas com algumas pessoas que passavam por la. Eu continuei a andar e quando passei a banca de cachorros quentes o cão do senhor Macon, Beat, acompanhou-me como me sempre acompanhava, quando parei no centro do parque, Beat saltou para mim e eu dei-lhe uma bolacha que eu tinha guardado para ele. Ele ladrou e começou a correr para a banca. 
Eu esperei e de repente vi as minhas melhores amigas que estavam a vir na minha direcção. 
- Olá! - Cumprimentei sorrindo.
- Pareces bem disposta - disse Julie, que era alta com cabelo ruivo e olhos azuis, ela estava com um vestido azul e botas pretas. 
- Maldita a tua boa disposição - resmungou Marie, que era loira com olhos castanhos, ela estava com calças pretas e camisola cinzenta larga. 
Eu sorri e começamos a ir em direcção a escola delas, elas abraçaram-me sorrindo. 
- Que é que tiveste na cabeça? - Perguntou-me Julie. 
Eu passei a mão pela testa tentando tapar com o cabelo. 
- Cai. 
- Diz-me que não estavas sozinha e casa - disse Marie que obviamente tinha acordado com os pés fora da cama. 
- Estava - murmurei. 
- Tu não podes estar em casa sozinha, imagina que tinha sido pior? - Perguntou Julie. 
- Eu estou bem, eu terei mais cuidado - disse sorrindo. 
Eu queria lhes contar o que se tinha passado com o William mas por alguma razão preferi estar calada, mas 
mais tarde ou mais cedo teria que lhes contar. Aí seria engraçado.
Percorremos o parque até a escola, onde estava muita gente a entrar nos portões. Enquanto elas falavam sobre as aulas eu observava as pessoas a procura do William e não foi difícil encontra-lo estava contra umas grades a falar com os amigos. Ele olhou para nós e sorriu.
- Então há alguma novidade da tua prisão? - Perguntou Julie.
Eles usavam sempre aquele termo para a minha casa e as aulas que tinha.
- Pode-se dizer que sim - disse rindo olhando para William.
Ele de repente afastou-se dos amigos e começou a andar na nossa direcção.
- O que queres dizer com isso? - Perguntou Marie.
- Eu tenho que ir - disse apressada porque não estava preparada para falar com William, muito menos a beira delas. - Vão a minha casa ainda hoje certo?
- Sim - disse mas antes que ela dissesse mais alguma coisa comecei a correr.
Entrei no parque num instante. Eu não queria lidar  com ele muito menos com os olhares que ia receber delas e as perguntas seriam demasiado estranhas para serem explicadas.
Mas sentia-me estranha por deixar assim... O que será que ele estava a pensar de mim? Deve de pensar que eu sou maluca, pensei correndo para casa....



Mais Tarde
- Mais notas menos improvisação! - Exclamou a professora Dolores. 
Eu olhei para ela irritada, ela era velha, com imensas rugas e olhos azuis frios e um casaco Tweed que tinha a certeza era mais velho que eu. Eu respirei fundo e peguei no violino e olhei para as de novo para as notas.  De relance reparei que havia movimento no quarto de William, olhei e vi que ele estava a beira da janela a olhar para mim, ele acenou sorrindo e eu apenas acenei um pouco antes de começar a tocar. Mas nem dez notas toquei quando a professora começou a resmungar e disse que era tudo por hoje saindo do quarto irritada. 
Resmungando guardei o violino e sai do escritório indo para o quarto passando pela cozinha buscando uma sandes e um pacote de leite chocolate. Entrei e bati com a porta com força indo para o sofá irritada. Olhei para o quarto do William e vi que ele estava na secretaria a estudar ele olhou para mim preocupado. Ele ergueu o bloco onde tinha escrito "Problemas com a prof?" 
"Sim. nº de telemóvel?"
Ele escreveu rapidamente o numero e mostrou-me, eu enviei-lhe de seguida uma sms. 
"Ela é diabólica"
Eu olhei para ele que estava agora inclinado na secretaria a trabalhar observando-me ao mesmo tempo. Vi-o rir quando viu a mensagem e escreveu rapidamente. Eu estava a abrir o pacote de leite quando recebi a mensagem dele. 
"Sim, de facto devia de ser diabólica e tu que és um anjinho não deves de aguentar..."
Olhei para ele com a sobrancelha franzida, ele deu uma gargalhada e voltou ao seu trabalho, voltei para a sms. 
"Mas podes me explicar, porque é fugiste de mim hoje de manha?"
Revirei os olhos e corei fortemente, ficando sem saber o que dizer nesse momento as minhas melhores amigas abriram a porta do meu quarto de repente gritando olá, quase me fazendo derrubar a comida. Eu olhei para o William que se estava a rir para nós.
- Mas que raio vocês estão aqui a fazer? Como é que entraram? - Perguntei vendo as atirar-se a cama ficando de barriga para baixo a olhar para mim.
- Pela porta das traseiras, a porta das traseiras está aberta - disse Julie sorrindo.
- Eu tenho que começar a fechar essa porta - murmurei enquanto o telemóvel tocava.
Atendi num instante enquanto elas falavam sobre algo que estava a acontecer na escola.
- Olá!
- Deixa-me adivinhar foi por causa delas que fugiste hoje? - Perguntou uma voz rouca.
Corei e elas se calaram a olhar para mim desconfiadas, eu olhei para a janela e vi o William a olhar para nós enquanto falava comigo ao telemóvel.
- Pode ser que sim, elas são....
- Oh Meu Deus!!!!!!!!!!!!! Tu Estás A Falar Com O William!? - Gritaram ao mesmo tempo.
Vi o William a afastar o telemóvel a tapar o ouvido sorrindo. De seguida ele acenou para elas que fez com que elas saltassem da cama e se pusessem a beira da janela a acenar e mandar beijinhos.
- Oh meu deus, desculpa! - Pedi-lhe vendo o que elas estavam a fazer.
- Não faz mal - disse sorrindo para as raparigas.
- Oh, Eve! Ele está a habituado a pior na escola, acredita - disse Marie.
- Sim, de facto, raparigas a atirar lhe beijos, a roubar abraços a dar lhe bilhetinhos - disse Julia. - Fotos, sutiãs. Ele é o típico jogador.
- Ei! - Disse ele com admiração. - Eu não um jogador Eve.
Eu fiquei sem saber o que dizer até que a Julie e a Marie que se aperceberam do que estava a passar.
- Não é jogador, tipo playboy.  É um normal jogador de futebol, quando ele se torna famoso por vários feitos, afinal ele conseguiu que a nossa equipa ganhasse os jogos. - Disse Marie sorrindo.
Ele sorriu da janela.
- É claro, eu sou o maior.
- E nada convencido - disse revirando os olhos.
Julie virou-se para mim com as mãos na anca parecendo que estava irritada, sorrindo ao mesmo tempo.
- Olha, vais continuar a falar com o rapaz ou vais connosco ao starbucks? - Perguntou sorrindo.
- Vai - disse o William pelo telemóvel, eu olhei para ele e ele piscou o olho, eu corei. - Vai te divertir.
- Ok, vemo-nos mais logo.
- Ou mais cedo!
Fiquei confusa mas ele desligou sorrindo e a Julie e a Marie me agarraram e me arrastaram para fora do quarto.
- Ok, explica lá como é que conheces o William - pediu Julie assim que saímos da minha casa.
Eu contei-lhes tudo o que se passou do dia anterior no meu quarto entre mim e o William, enquanto isso elas tanto riam como ficavam espantadas. Quando acabei já estávamos no café numa das cabines.
- Uau! Ele as vezes é tão imprevisível - disse Marie. - E agora que nós contaste isso percebo porque é que ele estava com aquele lenço, era teu!
- Ele usou-o todo o dia! - Exclamou Julie sorrindo feliz. - Eu vou buscar cafés... ´
- Eu quero... - Comecei a dizer.
- Um capuccino, eu sei - Disse rindo levantando-se para o balcão.
Elas até estavam a reagir bem, nada de suposições, nada de histórias apenas ouviram, é por isso que eu adorava estar com elas. Não me incomodavam muito em relação a rapazes ou com as minhas coisas mas quando queriam podiam ser teimosas.
Respirei fundo e observei Marie que estava a escrever no telemóvel, ela era mais calma do que eu ou Julie mas ela também conseguia ser bastante reservada impossível de saber o que ela pensava mas ela era bastante sincera.
- O que achas dele? - Perguntei curiosa.
Ela olhou para mim confusa e mordeu o lábio pensativa.
- Não sei te dizer, nunca o conheci. Mas sempre que tive com ele foi bastante simpático e educado, não é como os rapazes que andam por ai a procura de raparigas de saia se é que me entendes.
- Acho que sim - disse confusa.
- Mas o que é que tu pensas dele?
Olhei para a mesa pensativa, lembrando me como ele me tratara quando eu cai.
- Simpático - disse sorrindo brincando com um guardanapo - divertido, bastante impressionante e sinceramente lindo mas de não só fisicamente, porque acredita ele é bem constituído mas de resto não sei.
Olhei para Marie ela estava apontr para trás de mim.
- Olá William - disse Julie que chegou a nossa beira com três copos. Ela estava a sorrir para alguém atrás de mim.
Fechei os olhos corando violentamente e senti alguém a se sentar a minha beira, olhei e vi que era William a sorrir para mim.
- Olá, já vi que estavam a falar de mim - disse sorrindo mas de seguida ficou serio e passou a mão pela minha testa onde estava magoada. - Doí-te?
- Um pouco - disse corando.
- Daqui a uns dias já não vais ter nada - disse observando me atentamente. - Então sou bem constituído?
Corei de novo e afastei-me dele olhando par Marie e para Julie que estavam a observar-nos curiosas.
- Eu.. ham... - gagejei e entao olhei para ele ignorando o meu coração que estava a bater descontroladamente. - William, está é a Julie e a Marie.
Ele sorriu para ambas e elas acenaram. Eu peguei no meu capuccino e bebi um pouco observando como Julie e Marie estavam a observar nós desconfiadas.
- Como é que vocês se conheceram? - Perguntou curioso.
- Numa das corridas dela, caiu em cima de nós - disse Marie sorrindo.
- Numa fonte - disse Julie rindo.
- Foi um bocado mal - disse sorrindo para elas - mas eu não tive culpa, vocês praticamente apareceram do nada.
- É verdade - disse Julie e depois pôs um olhar misterioso. - Nós estávamos numa missão.
- De seguir o irmão dela - disse Marie revirando os olhos mas Julie continuava.
- Uma missão perigosa com muitas armadilhas.
- Sim, para descobrir o que ele ia lhe comprar para o aniversario.
- Onde o mundo iria ser salvo - disse Julie triunfalmente.
- Ou melhor dizendo, ela iria ver se gostava ou não - disse Marie abanando a mão, William ao meu lado tremia de riso e eu também não conseguia evitar de rir.
- Mas a nossa missão foi por água a baixo quando Eve nós fez cair na fonte e o mundo foi destruído.
- E com o mundo ela quis dizer o seu irmão apanhou-a a espiar e ficou sem aquela saia que ele ia lhe comprar. - Disse Marie sorrindo.
- Mas um dia eu de recuperar e preparar a minha vingança - disse Julie erguendo o copo com cara de má.
- E está é a minha vida - disse a William que estava a rir.
- Nada mal - disse sorrindo para mim.
Eu corei e nesse momento apareceu a rapariga que estava no quarto de William ontem, ela estava a usar um vestido que mal lhe tapava as coxas, ela sorriu para nós.
- Olá William! - Cumprimentou sorrindo demasiado estridente.
- Olá cadela! - Cumprimentou Julie.
- Nós também somos pessoas, oh cadela! - Exclamou Marie irritada.
Ela bufou olhando para as duas.
- Oh por amor de deus, William! Agora andas com está gente? - Perguntou a rapariga.
Eu fiquei admirada com as atitudes delas mas não sabia o que fazer, estava confusa com aquelas atitudes. William estava espantado a olhar  para a rapariga.
- Elas são minhas amigas, Ash - disse agarrando a minha mão.
- O quê? As duas predadoras do clube de artes e... - disse virando-se para mim. - E a esquisita que não conheço de lado nenhum. Elas não são da nossa categoria, William.
- Ash... - disse William levantado-se parecendo irritado. - Importaste de ir te embora?
- Claro - disse e de repente beijou-o na boca eu desviei o olhar e sai da mesa indo para o balcão com a desculpa de que precisava de açúcar quando na verdade não queria ver aquilo.
Eu peguei num pacote e olhei para trás e vi William a passar pelas mesas de mão dada com Ash. Eu foi para a minha mesa e sentei-me tentando não parecer afectada com aquilo mas era difícil afinal, ela era namorada dele, eles estavam juntos. Eu não gostava dele, mas por alguma razão sentia picadelas na minha pele com o ciume que tinha.
Julie e Marie observaram-me tristes e a procura que eu dissesse algo. Mas eu apenas dei meio sorriso.
- Eu acho que eles andam - disse Julie agarrando a minha mão. - Desculpa, Eve.
- Ela é mesmo uma cadela, um dia a Julie sem querer fez com que ela caísse no corredor e ela como vingança humilhou-a a frente da escola toda com o diário dela.
Julie acenou parecendo enraivecida.
- E uma vez numa praxe, fez com que uma caloira roubasse os teste e quase foi expulsa. Ela e uma cadela de bruxa
Eu peguei no meu copo e deixei o dinheiro na mesa.
- Eu vou para casa - disse com a voz meio quebrada. - Obrigada, amanhã venham ter a minha casa de novo.
Elas acenaram e eu levantei-me mas Marie deu-me um meio abraço antes de me deixar ir. Eu sorri para elas e sai agarrando o copo com ambas as mãos tentando respirar fundo. Indo em direcção a casa.
Porque é que eu me sentia tão estranha? Porque é que eu sentia que tinha uma hipótese com William? Pensei bebendo do copo apreciando o calor. E antes que eu me apercebesse o que tinha acontecido o meu copo estava no chão enquanto a minha mão era agarrada por uma mão com unhas que pareciam garras, olhei e vi que era Ash, ela não parecia bonita ela estava com uma cara de má, o que fazia com que a base estalasse um pouco.
- Afasta-te do William, eu que te veja mais uma vez com ele, eu vou fazer a tua vida e a das tuas amigas num inferno.
- Acredita, eu não quero nem vê-lo - disse empurrando-a irritada. - Ele é todo teu!
E sem olhar para trás foi para casa. Quem me dera não ser vizinha dele!
Love Peace and Write
P.S: A banda Lords é fictícia.




Up In The Air - 30 Seconds To Mars


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Março - Tentada

Olá pessoal,
neste momentos estou a escrever a próxima parte de Vizinho Perfeito. Que já agora está a correr muito bem, mas não posso dizer mais....
Mas em Março, nessa altura penso que o conto Viagem Inesquecível esteja terminado, vai haver um novo conto que vai ser sem duvida o mais difícil que eu já escrevi no blog, que se vai chamar Tentada e a principal personagem tem como nome Kiara.
Espero que estejam a gostar e que fiquem a aguardar pacientemente.
Love Peace and Write...
Kisse Lovewriters <3

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sondagem - Será que Taylor sente algo por Nora?

Olá pessoal,
Vocês votaram, vejam o resultado. Na vossa opinião Taylor sente algo por Nora, enquanto outro pensam que ainda é cedo para perceber. Mas é verdade é muito cedo, veremos o que irá acontecer a seguir. 
Kisses Lovewriters
Love Peace and Write

The Man Who Can't Be Move - The Script

A perfeita musica para alguém que procura quem ama...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Boas e más noticias....

Olá pessoal,
por motivos profissionais vou ter que suspender publicações no blog. Peço imensa desculpa...
Love Peace And Write
Kisses Lovewriters

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Selena Gomez - Come & Get It


Percy Jackson e a Maldição do Titã

de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 336
Editor: Casa das Letras
Coleção: Percy Jackson

Olá pessoal,
venho agora sugerir o 3 livro de Percy Jackson.
Neste livro Annabeth é raptada quando tenta com Percy, Thalia e Grover salvar dois meios-sangues, Percy tem que encontra-la porém está numa missão com as caçadoras Artemis, uma missão em que apenas 5 podem participar. Quando encontram Artemis descobrem que tem que sofrer a maldição do Titã que consiste em carregar o próprio céu. No final descobre-se que Nico um dos meios-sangues é filho de um dos grandes e Thalia terá uma decisão importante para tomar.
Love Peace and Write


Sinopse
Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e ter a ajuda de sua mãe. Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas. Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.»

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Londres... One Direction, One Thing



Quem me dera....
Porquê? 
Vejam o Video e percebem logo... né +Cátia Fernandes e Vera Dourado


Vizinho Perfeito

Olá pessoal,
Eve uma rapariga de 17 anos que tem aulas em casa vê a sua vida ficar de pernas para o ar quando repara no seu vizinho William de olhos castanhos.

Partes:


Na próxima parte, Eve acorda com o som de Lords e com o William pronto para conversar com ela, mas será que vai correr bem, será que eles tão prontos para ter uma amizade tão próxima sem conseguir esconder alguns segredos... O que irá acontecer?
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters...
P.S: A banda Lords é fictícia deste blog, em breve saberão porquê...

Viagem Inesquecível

Olá pessoal,
Viagem Inesquecível trata-se de uma historia de 4 amigas que decidem ir numa viagem até a Toledo.
Nora terminou um de relacionamento de 2 anos e para esquecer o sucedido vai com as suas amigas para a viagem só que conhece um rapaz chamado Taylor que consegue ganhar a sua confiança.
Aurya nunca teve um namorado mas ficou impressionada quando o Nathan começa a falar com ela, só que ele esconde um segredo que pode arruinar a amizade entre os dois.
Clary foi na viagem para poder evitar o seu namorado, onde conhece Luck que está na mesma situação que ela, porém ainda mais estranha.
Anya uma rapariga que nunca precisou de nada ao ir na viagem reencontra o seu ex-namorado que ainda gostava.

Partes:


Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Viagem Inesquecível - Next

Olá pessoal,
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters


Desentendidos

6º Parte
Clary
Estávamos a ir em direcção a Toledo, Luck estava ao meu lado a ouvir musicas e a olhar-me de canto. Eu estava a tentar não reparar nele, mas era quase impossível, com tudo o que se passara entre ele e a Marise eu duvida que podia ajudar e sabia que ele estava a procura de desabafar comigo, mas eu não conseguia. Havia algo a mudar entre todos nós. Só repara hoje de manhã no pequeno-almoço, mas os sinais estavam a vista desde o inicio. 
Ver Nora enfrentar aquela rapariga sem se encolher, sem medo, por Taylor foi algo que nós deixou a todos de boca aberta, principalmente a nós as raparigas que conhecíamos Nora desde a anos e sabíamos o que se passara com ela. Ela sentia-se confortável com Taylor e na opinião dos rapazes ele também estava a confiar nela o que pelos vistos era raro. E depois daquela chapada que Nora levou, ver Taylor praticamente a arrastar Nora para fora do hotel. Eu foi a primeira a me levantar e saber se ela estava bem e quando entrei no autocarro reparei que Taylor e Nora estavam demasiado próximos um do outro. 
Aurya parecia encantada com Nathan, pela maneira como estava a a tratar-la parecia que algo estava prestes a acontecer com os dois. E Anya parecia infeliz por ver o seu primeiro amor e deixa-lo pela segunda vez. E Luck e Marise tinha uma relação tão estranha, principalmente por ela ser lésbica.
Eu estava a observar a paisagem, não devíamos de estar longe de Toledo quando o meu telemóvel tocou. Era Niall, eu atendi.
- Olá - cumprimentei tentando não me sentir culpado por não lhe responder a nenhuma das suas mensagens.
- Clary, porque é que não respondeste a nenhuma das minhas mensagens eu tive quase para me meter no carro e ir saber de ti! Estás a evitar-me? - Perguntou demasiado alto.
Luck ao meu lado olhou-me preocupado e tirou os auscultadores dos ouvidos.
- Achas? Eu não estou a evitar-te... - disse e suspirei, a quem é que eu estou enganar? Eu estava a evita-lo... Eu falara de Luck mas também estava acorrentada. - Eu acho que precisamos de tempo.
- Estás a acabar comigo? - Perguntou com a voz rouca e desesperada. - É por estarmos longe um do outro? Conheceste alguém?
Olhei para Luck que me olhava preocupado. Sim, de facto tinha conhecido alguém, mas não sabia o que pensar dele.
- Eu vou para Toledo, tu não podes acabar comigo, Clary.
- Pará! Eu não estou a acabar contigo, eu só quero espaço para pensar. - Disse e me amaldiçoei por estar a mentir e estar a adiar o inevitável.
- Pensar sobre o quê? - Perguntou-me ainda com a voz esquisita. - Não me amas?
- Eu... amo, mas eu preciso de tempo para pensar sobre mim, okay? Não faças nada estúpido, por favor. Não venhas para cá.
Houve um silêncio do outro lado da linha e um suspiro.
- Apenas quando tiveres certezas de algo diz-me, eu quero ter a oportunidade de te provar que sou o rapaz dos teus sonhos, tu não vais me deixar.
E dito isto, ele desligou. Eu afastei o telemóvel, e olhei para ele. Senti a minha garganta se fechar e um vazio a se preencher de culpa e tristeza, Luck ao meu lado se apercebeu das minhas emoções e abraçou-me apertado. Eu coloquei a minha cabeça no seu peito e esforcei-me para acalmar.
- Calma, rapariga - disse ao meu ouvido. - O que se passa? É sobre o Niall.
- Ele... ligou-me agora mesmo - disse respirando fundo.
- E tu pediste um tempo?
- Sim, mas ele disse que nunca vai-me deixar, eu não sei o que vou decidir mas se ele continuar assim, eu vou ter que terminar com ele.
- Talvez seja melhor assim.
Eu afastei-me dele e olhei-o, sem pensar estávamos demasiado perto um do outro e sem pensar avancei, beijando-o, ele ficou surpreendido por um segundo mas de seguida segurou o meu queixo e me aproximou dele, acariciando os meus cabelos descendo até a cintura, o meu coração bateu mais rápido e eu não conseguia acreditar no que se passara. E então demasiado cedo, ele afastou-se encostando a sua testa a minha, ambos estávamos a respirar com dificuldade.
- Devias de te afastar de mim - murmurou lentamente.
Eu afastei-me e olhei para ele, ele estava corado a olhar-me cauteloso com um monte de emoções no seu olhar. De repente me senti demasiado fechada, levantei-me e ele afastou-se para eu passar e entrei no corredor, vi que Nora estava sozinha no seu lugar e que Taylor estava no corredor a falar com Nathan, foi para o banco dela. Ela estava a ver os desenhos de Taylor quando me sentei ela olhou para mim e sorriu antes de se voltar para os desenhos.
- Que se passa? - Perguntou-me parecendo preocupada mas a tentar fazer a pergunta como se fosse uma coisa normal.
Tinha beijado um rapaz que conhecia a um dia e ao qual eu partilhara coisas demasiado pessoais e tinha um namorado a minha espera ao qual eu não conseguia acabar a relação que tinha com ele. Sim algo se passava.
- Tu ias beijar o Taylor? - Perguntei de repente sem poder evitar.
Nora olhou para mim chocada e corada.
- O quê?
- Quando ele te levou para aqui, eu ao entrar reparei que vocês estavam demasiado próximos - disse encolhendo os ombros.
Nora fechou o caderno e olhou para mim cautelosa.
- Não, não ia - disse e suspirou como se estivesse a se convencer a si própria.- Taylor apenas me ajudou imenso a não me passar da cabeça.
- Okay, é que eu preciso imenso da tua ajuda Nora - disse e corei de novo.
- O que se passou?
- Niall ligou-me ele anda a me pressionar imenso, teme que vamos acabar e anda a fazer de tudo para não me deixar - disse e ela mordeu o labio pensativa. - A cena é que eu não sei se deva ou não acabar com ele, não sei se isto é uma coisa passageira... esta rotina.
- Clary, se estás com duvidas sobre a tua relação e se ele está a te pressionar assim tanto só significa que não está a resultar. Tu podes decidir continuar a tentar mas a situação do Niall vai aumentar. Eu chamo a esse estagio de relação de encalhados. Ambos querem acabar, mas ao mesmo tempo não querem acabar, uns escolhem ficar juntos e a um ponto a bomba explode e terminam de forma demasiado exagerada e ferida, outros tentam alternativas para activar o romance e conseguem e outros decidem que não vale a pena continuar com a farsa e acabam de forma limpa. Bem para uns de forma limpa a sempre um que se passa da cabeça. Não importa se o amas ou não - disse reparando que eu ia protestar -, eu conheço-te amar não é suficiente, tu precisas de algo novo e que te faça sorrir. Eu conheço o Niall, ele não é o teu género e tu só namoras com ele porque decidiste assentar.
Eu olhei para ela espantada. Como é que a Nora, a rapariga que foi manipulada, dependente e deprimida pelo namorado podia ser agora uma expert em relacionamentos? Ela reparou na minha expressão e riu-se.
- Eu sei, quem sou eu para dar concelhos, não é? Acontece que eu estou a ver a mesma situação na Marise e com o Luck. Que é só por acaso a razão porque vieste falar comigo?
- Como é que tu sabes? - Perguntei espantada.
- Estás corada, olhos brilhantes e estás com um olhar confuso que diz-me: acabei de ser beijada e gostei, o que devo de fazer quando tenho um namorado a uns quilómetros de distancia a minha espera completamente desesperado.
- Como é que tu podes saber só de vendo o meu rosto? - Perguntei espantada.
- Eu sei ler as pessoas... - disse com um sorriso manhoso - e além disso eu vi, entre os bancos.
Eu olhei para os bancos e vi que dava para ver por eles o que se passava. Eu corei de novo, se ela viu, quem mais viu?
- O que é que eu vou fazer?
- Eu não sei, - disse uma voz atrás de mim, eu olhei para trás Taylor estava agachado no corredor a olhar para mim muito serio, ainda não percebia como Nora conseguia estar a sua beira a vontade, - uma coisa te posso dizer, quando menos procuras encontras o que menos queres, na tua posição eu pensava bem no meu próximo movimento, mas se queres o meu concelho, Luck não beija raparigas a não ser que goste delas.
Eu olhei para Nora que o observava espantada e um pouco irritada por ele ter ouvido a conversa, mas então ela olhou para mim e encolheu os ombros.
- Ele tem razão.
- Pois tenho - disse sorrindo - e eu também tenho o meu lugar ocupado.
Corei pela milionésima vez e levantei-me mas ele não saiu da minha frente para eu passar.
-Se quiseres eu posso trocar de lugar para falares com a Nora, apesar de não querer sair da beira dela - murmurou olhando-me preocupado.
Eu ri-me surpreendida com a confissão dele e ele não ter medo de o admitir.
- Deixa estar Taylor, eu arranjo-me - disse sorrindo. - E já falei tudo o que tinha a falar.
Ele piscou-me o olho e deu-me um sorriso genuíno e eu tive um vislumbre do que a Nora via dele, ele era bem bonito. Ele desviou-se e eu sai para o corredor indo em direcção ao meu assento, quando cheguei a beira reparei que Luck tinha alguém ao seu lado, fiquei um pouco confusa mas ao dar um passo em frente vi quem era... Era Marise que estava ao seu lado e estavam a se beijar de forma entusiasmada, não aquela maneira rígida que fez na pastelaria. Eu fiquei a olhar para aquilo de boca aberta, Luck não estava a afasta-la, fiquei de boca aberta por segundos antes de me virar e me sentar a beira de Anya que estava a ouvir musica ela tirou de seguida o auscultador.
- Não tens a sensação que conheces o Nathan de algum lado? - Perguntou-me curiosa. - Eu tenho a certeza de que o conheço de algum lado... a cara dele não me é nada estranha.
- Talvez ele tenho uma daquelas caras conhecidas. - Murmurei colocando os pés no assento abraçando os joelhos.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupada. - Estás um pouco pálida.
 - Estou bem - disse tentando sorrir. - Explica-me a tua relação com o Andrew.
Ela suspirou e olhou-me com alguma tristeza no olhar.
- Conheci-o quando tinha 14 anos e apaixonei-me por ele, mas a principio éramos só amigos e eu pensei que ele me tratava como uma irmã mas um dia levou-me a um lago e beijou-me, namoramos durante um ano só que ele teve que mudar de pais, por isso eu acabei com ele e nem me despedi.
- Nunca mais tiveste um namorado por causa dele? - Perguntei espantada porque a conheço desde os 15 anos.
- Não, era apenas a ele que eu amava, e sempre conhecia alguém, não conseguia ver a pessoa.
Fiquei sem saber o que fazer ao ver que ela ficara triste, felizmente o autocarro a frente de um hotel, o Hotel Casa Real. Tínhamos chegado finalmente.
Eu e a Anya saímos do autocarro evitando o Luck e Marise. Nós saímos para o passeio e fomos para a bagagem eu vi o Taylor a afastar a Nora que tentava passar pelas pessoas e pegar na sua mala e a dela. Eu ri-me ao ver que ele sorria de orelha a orelha. Nathan estava com Aurya na frente, eles tinham as suas malas e a minha e a da Anya. Ele deu a minha e piscou-me o olho. E vendo bem, eu conhecia-o, Anya tinha razão nós o conhecíamos. Omd!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nathan tapou a minha boca ao se aperceber do que é que eu ia fazer.
- Por favor, não digas! - Exclamou a olhar-me desesperado. - Dá-me algum tempo sem que ela saiba.
Ele destapou a minha boca e colocou a sua mala no chão e a um mala de guitarra ao ombro. Olhei para o hotel e vi que Anya e Aurya estavam afastadas com as suas malas, a falarem, Taylor e Nora olharam espantados, mas Taylor que adivinhou o que se estava a passar segurou a sua mala e puxou-a com ela atrás. Alguns dos nossos companheiros olharam para nós curiosos.
- Tu és...
- Eu sei, eu sei... eu estava a espera que tivesse alguns dias antes de descobrirem.
- Vai ser um pouco difícil amanhã.
- Amanhã? - Ele perguntou confuso e então quando entendeu bateu com a mão na testa. - Esqueci-me por completo.
- Quando a Aurya souber, ela vai se afastar de ti - disse puxando a mala para o hotel com ele a minha beira.
- Então deixa-me ser eu a lhe contar e por favor não digas a ninguém.
- Achas que eu diria? Eu respeito rapaz... Sempre respeitei, mas a Nora vai adorar.
Ele riu suavemente e concordou.
- Eu vi o pin da mala dela - disse sorrindo. - Estava a espera que ela me descobrisse.
- Ela não liga a rapazes e com o que se passou ela não quer saber quem és ou o que fazes desde que permaneças longe.
- Ela parece gostar do Taylor.
- Isso não quer dizer nada - disse rindo. - Ela foi obrigada a conhece-lo e gostou de conhecer.
Ele acenou e olhou para mim quando entramos no Hall onde todos estavam a espera das chaves.
- Por favor, promete-me que não dizes nada.
- Prometo, não te preocupes.
Nós fomos para a beira de Anya e de Aurya, que olharam para nós desconfiados mas encolheram os ombros de seguida. Perto de nós Marise estava a falar com a rapariga que atacara Taylor e pareciam divertidas. Eu ainda assim queria ir a fuça da gaja. Taylor estava a falar com Luck que parecia chocado e Nora estava abanar a cabeça para ele e estava corada e furiosa provavelmente dera-lhe um sermão por ter visto o beijo entre eles. Eu abanei a cabeça e fiquei atenta a distribuir dos quartos. Desta vez havia a possibilidade de os casais ficariam num quarto de casal. Provavelmente, Luck e a Marise iam aproveitar. Cada um se chegou a frente e pegou a chave a medida que o seu nome era chamado. Eu fiquei no 213 com Anya, ela sorriu feliz ao dar-lhe a chave e foi a casa de banho enquanto eu foi para o elevador com Taylor, Nora, Nathan, Aurya, Luck e Marise. No momento que as portas se fecharam o meu telemóvel tocou, atendi rapidamente sem pensar se podia ou não ser Niall.
- Ouve, eu pedi um tempo, será que podes respeitar ou não? - Perguntei irritada para o telemóvel.
Pelo espelho do elevador vi que todos se calaram e olharam para mim. Luck ficou subitamente rígido sabendo com quem estaria a falar.
- Hum, Clary? - Perguntou uma voz desconhecida.
Corei dos pés a cabeça.
- Desculpe, pensei que era outra pessoa. Quem fala?
-É o Andrew.
Nora e Aurya olharam para mim desconfiadas quando fiquei com os olhos esbugalhados e de boca aberta a olhar para o espelho.
- O Andrew da Anya?
Todos olharam para mim espantados e curiosos.
- Exatamente! - Exclamou rindo divertido. - Já estão em Toledo?
- Sim. Como é que tens o meu número? - Perguntei admirada.
- Eu tirei-o do telemóvel de Anya. Eu preciso de um favor Clary, em que hotel vocês estão?
- Casa Real, porque... - tentei perguntar mas ele já tinha desligado.
- Não me digas que o rapaz vem atrás da rapariga? - Perguntou Nathan sorrindo.
- Acho que sim - disse rindo.
Nesse momento o elevador parou e quase todos saíram, menos eu e o Luck. Eu torci o cabelo nervosa e suspirei.
- Hum... - tossiu ao meu lado Luck, eu olhei para ele e vi que ele estava nervoso. - Clary acerca do beijo, eu nem pensei e o que eu disse sobre nós afastarmos foi....
- Um grande concelho - disse terminando a sua frase.
Ele olhou para mim e eu sai do elevador quando ele parou no meu andar. Luck foi atrás de mim e me virou puxando o pulso.
- Do que é que estás a falar? - Perguntou-me e calou-se olhando para mim confuso. - Eu pensei... que talvez nós...
- Não há nenhum nós, Luck. Eu vi-te a beijares a Marise.
Eu libertei-me dele e entrei no meu quarto sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me a ela sentando-me no chão. Eu tinha acreditado nele, tinha confiado nele, beijara-o e trairá o meu namorado. E ele beijou a sua namorada lésbica como se gostasse dela, como tinha... me beijado. Como é que isto chegara a este ponto?, perguntei-me cansada.
Eu senti os seus passos do outro lado, próximos da porta e um leve bater na porta como se ele tivesse encostado os nós dos dedos na porta. Mas de seguida, como se tivesse mudado de ideias afastou-se.
Levantei-me recusando pensar no assunto e peguei na mala e abria começando a guardar as roupas no meu armário. Enquanto arrumava não parava de pensar no que tinha acontecido. O que é que eu ia fazer?
A porta abriu-se e dei um salto esperando que fosse Luck, mas era Anya. Ela olhou para mim vendo que estava em cima da cama assustada.
- Okay, algo se está a passar aqui! - Exclamou fechando a porta com um estrondo. - Que se passa contigo?
- O quê? Nada se passa - disse saltando da cama sorrindo com dificuldade.
Ela cruzou os braços e analisou-me de cima a baixo.
- Não acredito, mas não temos tempo para isto, temos que ir lá para baixo. O guia quer distribuir os itinerários e fazer uma pequena palestra. Vamos?
 Eu acenei e foi atrás dela para o elevador, que por sorte estava vazio e no corredor não havia sinais dele. Quando as portas do elevador se abriram, vi que estavam quase todos da viajem reunidos a entrar numa sala perto da recepção. Eu foi atrás da Anya só que quando estava a entrar, alguém me agarrou por trás e me puxou para uma esquina colocando-me contra a parede. Era Luck e ele parecia furioso.
- O que raio estás a fazer? - Perguntei espantada, olhei para trás dele e vi que Anya estava a porta a olhar para nós confusa.
- Primeiro vais-me ouvir até ao fim. E depois podes fazer o que quiseres. Okay?
Revirei os olhos mas acenei.
- Eu não estava a espera de te beijar e disse que nós devíamos afastar porque estamos em relações que não fazem o menor sentido e eu não te quero magoar nem quero que estejas a trair o teu namorado, percebeste?
- Perfeitamente - resmunguei. - É tudo?
- Não, quando foste embora eu refleti no que se passara e quando Marise se sentou ao meu lado eu nem olhei para ela, pensei que eras tu por isso beijei-a. - Disse corando e sorriu. - Quando eu me afastei fiquei tão surpreendido como ela, mas aí aconteceu algo que eu estava a espera a muito tempo, aquele beijo fez-a entender que não podia estar assim, ela "terminou" comigo e vai atrás da rapariga que ama, que só por acaso é Ridley.
Eu fiquei de boca aberta mas fazia sentido, Marise não parava de olhar para ela.
- E em relação a nós, eu vou te dar espaço mas eu decidi que não vou desistir de ti, Clary - disse sorrindo levemente e passou o polegar pelos meus lábios. - Não importa o que decidires, se acabares com ele eu estarei aqui, se continuares com ele eu ficarei como amigo. Mas a verdade é que estou a começar a gostar de ti.
Ele piscou-me o olho e desviou-se indo rapidamente para a sala deixando-me especada a olhar para o Hall. Olhei para as portas e vi que estavam a minha espera. Respirei fundo enquanto sentia o coração bater descontroladamente. Quando cheguei a beira de Nora, as raparigas olharam para mim desconfiadas.
- O que foi aquilo? - Perguntou Anya espantada.
- Hum Luck acabou com Marise.
- Eu sei, ela contou-nos que era lésbica a pouco - disse Aurya. - Fiquei de boca aberta afinal quando eles se beijavam... - assobiou. - Se bem que Luck nunca parecia a vontade, está explicado o porquê.
- Pois - disse olhando para as portas vendo Marise a beira de Ridley.
- Mas porque é que ele está agir assim contigo? - Perguntou Anya.
Olhei para Nora pedindo ajuda e ela suspirou tirando os auriculares dos ouvidos.
- Foi ela que os ajudou, o Luck contou-lhe ontem, ela ajudou a acabar.
- Okay, mas vocês estão agir de forma estranha - disse Aurya que começou a ir para a porta.
Nós seguimos-a indo para a beira dos rapazes que estavam de pé no meio do salão com mesas redondas. Luck foi para o meu lado, sorrindo de canto, eu corei e desviei o olhar para Aurya que estava a beira de Nora e de Taylor. Anya estava a minha frente a observar o Luck desconfiada.
- Que é que estás a ouvir Nora? - Perguntou reparando que Nora estava ainda com o Mp3 ligado.
- Lords. - Respondeu enquanto batia os dedos na mala consoante o ritmo.
Nathan desviou o olhar para mim ficando rígido, Taylor deu uma risada que conseguiu disfarçar com um tosse forçada e Luck ao meu lado começou a se rir.
- Aiii, nem me fales deles, por favor! São uns gatos! - Exclamou Aurya pondo um dos auscultadores no ouvido.
Nathan olhou para ela desconfiado.
- Conheces? - Perguntou Taylor de repente serio.
- Sim, as musicas - disse Aurya rindo - a Clary é que não para de falar nas figuras que fazem, eles parecem uns gatos.
Anya acenou rindo. Nathan olhou para mim desconfiado, Luck ao meu lado estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas.
- Que foi? É verdade, elas conhecem as musicas, eu conheço os rapazes, são... giros - disse rindo.
Nesse momento o guia entrou e ficamos calados a olhar para o palco onde ele parou a frente do micro. Eu olhei de canto para Luck, que chegou-se ao meu lado.
- Tu sabes?
- Sei.
- E estás na boa com isso?
- Porque não estaria?
-Cada vez mais, gosto de ti - sussurrou abanando a cabeça.
Corei e reparei que Nora sorria para mim como se estivesse em paz sobre algo.
Viagem Inesquecível
Love Peace and Write 
Kisses Lovewriters
P.s: Os Lords são uma banda fictícia deste blog, em breve saberão o que quer dizer...





domingo, 5 de janeiro de 2014

Percy Jackson E O Mar Dos Monstros

de Rick Riordan
Mais de 100 semanas no top do New York Times
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 254
Editor: Casa das Letras
Coleção: Percy Jackson

Olá pessoal, 
ontem recomendei Percy Jackson e o ladrão de raios, hoje quero recomendar a segundo da colecção. Nesta segunda história, a árvore de Thalia foi envenenada deixando de proteger o acampamento. Percy e Annabeth tem que encontrar o Velocino dourado com a ajuda do seu meio-irmão ciclope Tyson e aproveitando essa missão aproveita para encontrar o seu melhor amigo, Grover, das mãos de um ciclope. Mas o Velocino cura demais...
É uma aventura divertida, perigosa e bastante viciante.


Sinopse
O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam... digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados.  
Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Poseídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

Prémios, nomeações e recomendações: 
New York Times Bestseller - Melhor livro de 2005, School Library Journal

New York Times Notable Book - Melhor livro de 2005, Child Magazine - Vencedor do Askews Torchlight Award - Chicago Public Library Best of the Best Book List - VOYA Top Shelf Fiction List - ALA Notable Book de 2005 - YALSA Melhor Livro para Jovens Adultos, 2005

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Trailer do Filme


Imagine Dragons - Radioactive


sábado, 4 de janeiro de 2014

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo - Sugestões

de Rick Riordan
Há quem se torne num herói e há heróis que nascem dos deuses...
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 338
Editor: Casa das Letras
Coleção: Percy Jackson

Olá pessoal, 
eu recomendo este livro, comecei a ler este livro por amar a mitologia grega, Rick Riordan utilizou de forma espantosa e divertida os grandes nomes da mitologia, desde Atena a Zeus como deuses fortes e demasiado racionais, a Poseidon a Percy que actuam com o coração sobre aquilo que acreditam. No entanto, neste livro Percy não faz ideia que seja um semi-deus quando é acusado e perseguido por acharem que ele roubou o raio-mestre de Zeus. Com a ajuda de ajuda de uma filha de Atena, Annabeth e um sátiro chamado Grover procuram pelo mundo inferior, território de Hades, julgando que ele tem o raio para levar ao Olimpo e acabar a guerra entre o seu pai, Poseidon e Zeus. Só que ele é traído por um dos seus amigos. 

Sinopse 
O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam... digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados.  
Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

Prémios, nomeações e recomendações: 
New York Times Bestseller - Melhor livro de 2005, School Library Journal
New York Times Notable Book - Melhor livro de 2005, Child Magazine - Vencedor do Askews Torchlight Award - Chicago Public Library Best of the Best Book List - VOYA Top Shelf Fiction List - ALA Notable Book de 2005 - YALSA Melhor Livro para Jovens Adultos, 2005

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vizinho Perfeito - Next...

Olá pessoal,
Já chegou a primeira parte de Vizinho Perfeito, leiam aqui-->Ver Aqui
Na próxima parte, Eve acorda com o som de Lords e com o William pronto para conversar com ela, mas será que vai correr bem, será que eles tão prontos para ter uma amizade tão próxima sem conseguir esconder alguns segredos... O que irá acontecer?
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters...
P.S: A banda Lords é fictícia deste blog, em breve saberão porquê...



O Rapaz Da Casa Ao Lado

Vizinho Perfeito
1º Parte
Observei o meu caderno pensativa, enquanto tentava perceber se tinha algum erro para corrigir, afinal eu tinha que dar o meu máximo. E agora vocês devem se perguntar quem é aquela rapariga sentada num escritório a olhar para um livro pesado de historia, quando devia de estar a gozar o final das aulas?
Bem, o meu nome era Eve Wayland, tinha 17 anos e tinha aulas em casa desde os meus seis anos quando a minha mãe morreu de um acidente de carro. Não é como se fosse escolha minha, fora do meu pai, queria ter certeza absoluta que eu teria a melhor educação possível, sem distracções para entrar na melhor universidade do pais. As minhas melhores e únicas amigas dizem que eu ainda vou me passar da cabeça estar fechada em casa, mas eu saia as vezes, sai para o cinema, para o café, para correr, até para compras. E o escritório onde estava era confortável, paredes bege com gravuras a dourado pintadas por mim, com quadros de cidades, como Paris, Londres e Nova Iorque, fotografias que tirei quando foi visitar com o meu pai. Tinha uma secretaria de madeira escura no centro do escritório, com uma cadeira de couro grande com apoio. Na secretaria tinha um computador fixo de tela grande e com uma capa protectora de couro que eu tinha escrito em prateado milhares de vezes poemas, tinha dicionários com apoios com a letra A e Z com um candeeiro antigo. Atrás de mim estava duas estantes de madeira escura com livros académicos, na estante a esquerda de madeira escura tinha os meus livros que eu adorava ler por prazer. Entre as estantes estava a uma cómoda de madeira escura onde tinha todo o meu material, para as aulas. 
A minha esquerda a parede era substituída por uma parede de vidro que dava-me uma vista fantástica para a cidade e para o quarto do meu vizinho, pensei olhando para a janela para o quarto dele. Deixem-me explicar antes que pensem que eu sou uma bisbilhoteira. Eu desde a 7 anos que eu estava sem vizinhos, mas a uns meses mudaram-se para a casa ao lado uma família, com um rapaz da minha idade que ficou com o quarto virado para o meu quarto. No primeiro dia quando foi para dormir as minhas cortinas estavam abertas e a dele também, por isso quando entrei no quarto, ele também estava a entrar, acenou-me e sorriu-me, eu escrevi-lhe um bilhete e pôs o a janela, mas ele fechou as cortinas antes de ver. Desde ai evitava estar com as cortinas abertas, mas as vezes não havia como evitar e conseguia vê-lo as vezes a fazer exercício, a estudar, a cantar ou a ler e as vezes apenas a olhar para o meu quarto. Era estranho, eu sei, mas não podia evitar, queria conhece-lo... mas ao mesmo tempo não queria. 
Olhei para o quarto dele e vi que ele estava de costas para mim a escrever no computador com uma rapariga da sua escola. Ele era moreno, tinha cabelos castanhos escuros, olhos castanhos brilhantes, face definida, as vezes com barba no queixo de 3 dias, alto com ombros largos e musculado. Ele estava com uma camisola de manga curta preta justa e umas calças de ganga desfiadas. A rapariga ao seu lado era loira com olhos azuis e pálida, parecia uma boneca de porcelana... usava uma túnica que ia até meio da coxa e saltos. E tinha muita maquilhagem, ela estava a segurar um livro e falava para ele sorrindo demasiado, mas ele estava ocupado a trabalhar no computador. 
Já não era a primeira vez que reparar neles, mas eu não queria olhar mais, concentrei-me no meu livro de historia e no meu caderno onde estava a fazer um pequeno trabalho sobre a guerra civil, mas já tinha acabado, o que significava que todos os meus trabalhos estavam feitos e eu queria ir para o quarto, só que não queria ver aquilo, pensei olhando de relance, reparando nas costas que pareciam rígidas. 
Sem estar a empatar, arrumei o meu livro na prateleira e deixei o meu caderno na mesa. Na outra parede tinha um sofá e instrumentos de musica quando passei pelo piano toquei algumas notas de Clair de Lune antes de sair do escritório. Desci as escadas indo a cozinha passando pelo escritório do meu pai que estava vazio como sempre porque ele estava sempre a trabalhar, ele era presidente numa firma de advogados. Peguei numa coca-cola, e subi para o meu quarto com intenções de ir para o meu refugio. Mas quando abri a porta as cortinas estavam fechadas, ele só fazia isso quando precisava de privacidade. Engoli em seco, tentando não pensar no que estaria a se passar no quarto.
Um pouco atordoada puxei as cortinas mas fiz demasiada força que tropecei numa cadeira e bati com a cabeça na mesinha que tinha a beira do sofá, perdendo a consciência. 

- Eve? - Perguntou uma voz rouca com um leve sotaque britânico, enquanto sentia leves pancadas na cara fazendo-me acordar. 
A inicio a única coisa que sentia era uma dor intensa na cabeça, e uma mão na minha cara. Eu abri os olhos e a primeira coisa que reparei foi uns olhos castanhos escuros brilhantes cheios de preocupação, demorei a reconhecer que era o meu vizinho. Atrapalhada tentei-me afastar mas estava demasiado atordoada. 
- Calma, não te mexas - disse olhando para a minha testa. Arrepiei-me quando ele passou levemente pela minha testa. - Tu bateste com a cabeça, apenas mantém-te quieta por um segundo e segue o meu dedo. 
De repente, estava com uma pequena lanterna a apontar para os meus olhos, eu segui o seu dedo que se mexeu da esquerda para a direita e para cima e para baixo. Ele apagou a luz e olhou para mim ainda preocupado. 
- Sentes-te bem? Não tens ânsias? Nem tonturas? - Perguntou e quando eu tentei responder com um acenar da cabeça ele segurou o meu queixo para eu não me mexi. 
Prendi a respiração ao sentir o seu toque e parei. 
- Responde, fala comigo - disse calmamente. 
- Não, não tenho - respondi. 
- Okay - disse sorrindo. - Não parece que estejas com um contusão. 
Ele afastou-se e levantou-se e baixou-se ao meu lado ajudando-me a levantar e de seguida rapidamente colocou no sofá de vinil branco sentando-me. Eu olhei para ele espantada, ele estava ofegante e um pouco transpirado. 
- Como é que sabes se tenho ou não? - Perguntei com a voz seca. 
- Eu jogo futebol americano, acredita, eu sei que não tens - disse e abaixou-se a minha frente passando a mão pela minha testa afastando o meu cabelo. 
- O que é que estás aqui a fazer? Como entraste? E como sabes o meu nome? - Perguntei tentando afasta-lo mas ele segurou a mão para eu não me mexer. 
Eu olhei para o quarto dele, era grande com paredes azuis escuras, uma cama de casal com a cama feita, um armário de madeira castanha, uma secretaria com a cadeira caída no chão e as cortinas foram puxadas de forma desajeitada, não havia sinais da rapariga em lado nenhum. Ele obrigou-me a olhar para ele de frente. 
- Vais ficar com um papo enorme na cabeça - disse sorrindo e então parou de mexer na minha testa. - Bem, depois da minha colega de turma sair, eu ia tomar banho por isso fechei as cortinas, mas quando vi que não estavas no escritório e que era uma questão de tempo para estares no teu quarto dei uma espiada e vi-te caída - disse ficando corado nas bochechas enquanto sorria - não é como se eu andasse a te espiar, é só um habito, percebes isso?
Eu estava confuso, ele estava a admitir que tal como eu me observava. Eu não sabia o que pensar, mordi o lábio e acenei levemente corando. 
- Quando percebi que estavas desmaiada corri para a tua casa, só que as portas estavam todas fechadas menos uma janela da sala, eu saltei e agora estamos aqui. - Disse rindo e então olhou-me serio. - Desculpa, eu não queria estar a invadir a tua casa assim mas estavas desmaiada e não mexias, eu nem pensei. 
- Eu percebo - sussurrei ainda espantada.
Ele acenou levemente e levantou-se. 
- Podes me dizer onde tens medicamentos, devias de tomar uma aspirina para te aliviar a dor de cabeça - disse sorrindo. 
- Na cozinha na gaveta a beira do frigorífico - disse ainda a pensar que estava a sonhar. 
Ele pegou na coca-cola que estava caída e deu-ma. 
- Pressiona contra a cabeça - disse e saiu do quarto. 
 Uau! Como é que isto aconteceu? Num segundo estava a tentar não pensar nele com a sua amiga num quarto, noutro estava a bater com a cabeça e no outro ele estava no meu quarto, preocupado comigo. Suspirei e coloquei a coca-cola fria na minha cabeça, aliviando-me um pouco da dor e não pude deixar de ver a ironia da situação. Durante muito tempo imaginava-me a ir ter com ele no meio da rua para falar com ele e me apresentar, mas nunca tivera coragem quando o via na rua a passear com os amigos. E agora ele estava na minha casa, pensei dando uma gargalhada começando a andar de um lado para o outro no quarto. Espera, ele está na minha casa!? De repente a porta abriu-se e eu dei um salto assustada atirando a lata contra a pessoa que estava a entrar. O rapaz agarrou a lata e parou tentando não rir. 
- Desculpa, sou só eu - disse abrindo os braços num gesto de rendição. - Eu não te vou fazer mal. 
Eu ri-me e parei de seguida ao sentir a minha cabeça a latejar. 
- Desculpa, não estou habituada a ter rapazes aqui e muito menos pessoas que não conheço. 
- Oh vá lá, Eve, nós nos conhecemos, estes meses todos a viver ao lado de um do outro, a partilhar as mesmas vistas, nós meio que nos conhecemos, tens que admitir - disse sorrindo atirando-me a coca-cola que eu agarrei. - Já agora eu peguei numa coca-cola para mim. 
Fiquei admirada com o seu jeito natural e descontraído, ele deu-me os comprimidos e sentou-se no sofá. Eu coloquei a minha coca-cola na mesinha e foi até a minha casa de banho que ficava atrás dele pegando num copo enchendo-o de água.
- Como é que sabes o meu nome? - Perguntei antes de tomar o medicamento.
- Vivemos ao lado de um do outro e todos os dias corres de manha quando vou para a escola, um dia o teu pai chamou por ti eu estava sair de casa - disse dentro do quarto.
Eu respirei fundo e observei-me no espelho, o meu cabelo castanho estava solto e longo, a minha face estava um pouco corada com a situação, com a testa vermelha e um pouco inchada em cima da sobrancelha direita, os meus olhos castanhos estavam a brilhar, e estava a morder o lábio. Eu não sabia o que fazer, pensei olhando de relance para o quarto vendo-o a olhar para a janela do meu quarto que era como o meu escritório, a parede toda era de vidro tal como no quarto dele. Tinha um sofá no centro do quarto com um mesinha ao lado e um candeeiro, um armário branco e a cama encostada a parede com colcha azul marinho que combinava com as cortinas azuis, com duas mesinhas de cabeceira. E agora o que é que eu ia fazer?
Sai da casa de banho e ele olhou para mim sorrindo.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupado.
- Acho que sim, olha obrigada por teres vindo mas eu acho que já estou bem por isso podes...
- Eve - chamou uma voz do corredor.
Era o meu pai, tanto eu como o rapaz olhamos para a porta sobressaltados.
- É o meu pai, ele não te pode ver aqui - disse agarrando na mão dele puxando-o.
- Não me digas que vais me esconder no armário? - Perguntou baixo rindo mas andou rápido.
Puxei-o para a casa de banho.
- Preferes debaixo da cama?
- Já alguém te disse que tratas mesmo mal os teus convidados? - Perguntou sorrindo.
- Tu não és o meu convidado, tu é que entraste aqui sem ser convidado - disse tentando fechar a porta mas ele não me deixou.
- Okay, então estás a tratar mal o teu cavaleiro andante? Não vais me apresentar ao teu pai? Ele tem todo direito de conhecer o seu genro - disse sorrindo divertido.
Eu fiquei de boca aberta a olhar para ele sem saber o que lhe dizer mas a porta abriu-se e eu fechei-o na casa de banho saltando para o sofá escorregando para o chão deitando ao chão a mesinha e o candeeiro. Eia hoje era o meu dia, pensei bufando sentindo dor no meu cu.
- Eve? - Perguntou o meu pai ao me ver no chão. - Estás bem?
- Oh pai, és tu - disse tentando agir normalmente e olhei para a mesa. - Acho que adormeci e quando entraste cai.
Ele riu-se e fez menção de me ajudar mas eu acenei para ele ficar onde estava e eu levantei-me sozinha.
- Continuas a ser desajeitada - disse rindo e de seguida ficou desconfiado. - Eu podia jurar que tinha ouvido alguém aqui dentro.
Eu corei e esforcei-me para dar uma gargalhada mas saiu demasiado forçada eu encostei-me a cama quase caindo quando calculei mal a distancia e sentei-me.
- Devia de ser eu a falar a dormir.
Ele olhou para mim confuso e desconfiado, eu prendi a respiração sabendo que ele ia descobrir, mas então ele encolheu os ombros.
- Vim a casa para te avisar que vou estar fora até tarde, tenho um jantar de trabalho, tens comida no congelador, diverte-te mas quero que vás para a cama cedo, okay? - Perguntou-me e eu acenei sorrindo e ele saiu.
Ele fechou a porta e eu afundei no chão colocando a cabeça entre as pernas, tentando respirar. Eu tinha acabado de mentir ao meu pai, havia um rapaz que eu sempre desejei conhecer na minha casa de banho e a minha cabeça e o meu cu doía-me. O que podia acontecer a seguir? Senti o carro do meu pai sair de casa e a porta da casa de banho abriu-se, mas eu não olhei para ele.
- Uau, tu és mesmo desastrada não és? - Perguntou rindo. - Estás bem?
Eu olhei para ele, ele estava de pé de braços cruzados e na cabeça tinha o meu lenço da bandeira da Inglaterra, parecia um gajo perigoso se não fosse o facto dele ter posto o lenço fazendo com que o cabelo ficasse todo de pé. Sem conseguir evitar ri-me e ele sentou-se no sofá.
- Ei, fica me bem! Pará de rir! - Disse tentando estar serio.
- Isso é meu - disse rindo-me. - E não, não te fica bem.
Ele colocou a mão sobre o peito e olhou-me incrédulo.
- Estás a destruir o amor que tenho pelo meu país! - Exclamou e pegou nas coca-colas que estavam no chão e bateu 3 vezes nas tampas em cada uma e estendeu-me uma lata.
- Não faço por mal, mas não fica nada bem.
Eu peguei nela e abria e espantada não estourou, ele abriu a sua e estendeu-a a mim como se tivesse a fazer um brinde. Eu sorri e ele então olhou-me serio.
- Ainda não respondeste a minha pergunta, estás bem? Doí-te alguma coisa?
- A minha cabeça e o meu cu.
- Acontece aos melhores - sussurrou contra a lata bebendo e de seguida pegou na mesa e endireitou-a e o candeeiro. - Mas a ti, deves ter a sorte invertida, não?
Eu desviei o olhar para a janela, vendo o quarto dele.
- Observas-me muitas vezes? - Perguntei de repente incomodada.
Ele desta vez não tentou passar-se por engraçado ou fazer piadas, corou e ficou cauteloso.
- Bem, não é como se fizesse de propósito, Eve. Apenas foi algo que aconteceu, um dia estava a ler e reparei em ti a dançar e cantar - disse e corei encostando-me a cama admirada. - A partir dai não consigo evitar. Reparei que tens aulas em casa, reparei que adoras correr de manha, de nadar, que adoras ler neste sofá com apenas o candeeiro aceso e que quando vais dormir ficas até as tantas a ler com uma pequena lanterna ou a observar as estrelas com o telescópio. E que as vezes desapareces para o sótão - disse apontando para o alçapão no tecto onde tinha uma pequena porta que quando abria saia umas escadas de madeira.
Eu fiquei a olhar para ele admirada sem ter certeza se devia ou não me sentir ofendida. Mas em lugar disso só senti uma ligeira sensação de felicidade ao me aperceber que ele reparara em mim.
- Eu nem sei o teu nome - sussurrei admirada ainda.
- William Stones - disse dando ligeiro sorriso ao ver que eu ainda não tinha reagido a sua confissão.- Espero que não fiques a pensar que sou um pervertido.
Ele sorriu mais um pouco e eu não pude deixar de rir, ele a dizer aquilo com o lenço na cabeça parecia um maluco.
- Não - disse sorrindo. - Eu faço o mesmo... - corei e ele riu-se. - Não, quero dizer apenas também não posso deixar de reparar, somos vizinhos partilhamos a vista dos nossos quartos, é impossível deixar de reparar.
- E no que é que já reparas-te? - Perguntou curioso com a lata da coca-cola na mão.
Desviei o olhar e olhei para o quarto dele vendo os posters de cidades na parede onde tinha a secretaria e sorri lembrando-me que fora a primeira coisa que ele porá no quarto.
- Reparei que quando acordas rabugento pões musica alta, ouve-se daqui, gostas de 30 Seconds To Mars,  os Lords*, The Script, One Republic, The Lawsons, My Bloddy Valentine e Maron 5 - disse sorrindo lembrando-me algumas manhãs. - Acho que ajuda-te a acordar e ajuda-me também para falar a verdade.
- Desculpa por isso - disse sorrindo corado. - Para a próxima terei cuidado.
- Não, não mudes isso, é que o engraçado nesses dias é a única coisa que me acorda - disse envergonhada.
- Okay, o que mais?
Bebi um pouco da coca-cola pensativa e envergonhada e encostei a lata a testa.
- Quando chegas a casa vais logo para o quarto e fazes exercício durante muito tempo nessa altura tenho aulas de violino e eu pratico perto da janela - disse encolhendo os ombros e ele acenou. - Quando não praticas sei que vais ter jogo, e no dia de jogo tu acordas as 5 da manha e vais correr. Se perdes um jogo pões a musica alta e ficas mal humorado, mas é rara as vezes.
Ele riu-se divertido e encostou-se no sofá a observar-me.
- Lês livros pesados de todo o género, não tens medo nem vergonha disso - disse pensando nas vezes em que ele tinha amigos com ele. - E quando estás em baixo ou algo te incomoda não paras de andar de um lado para o outro no quarto.
 Ele sorriu levemente e acenou antes de olhar para mim.
- Há muito tempo que ando a espera de uma oportunidade de te conhecer mas nunca pensei que seria desta maneira - disse rindo pousando a lata na mesa.
- Porque é que querias me conhecer? - Perguntei confusa.
Ele deu uma gargalhada e olhou para mim como se fosse óbvio, eu apenas olhei para ele sem perceber o que é que ele queria dizer, ele riu-se de novo.
- Oh, vá lá Eve, ter uma rapariga bonita como vista todos os dias tem as suas vantagens - disse sorrindo arqueando a sobrancelha.
Indignada atirei-lhe uma almofada apanhando-o desprevenido acertando-o na cara, a almofada caiu aos seus pés e ele olhou para mim espantado.
- Que foi? Eu só estou a dizer que era engraçado sermos amigos, podíamos conversar através da janela. - Disse encolhendo os ombros. - Vais-me dizer que nunca quiseste me conhecer?
- Claro, mas... porque parecias ser simpático.
- Não me digas que eu não sou simpático?
- Assim, assim - disse encolhendo os ombros.
Desta vez foi eu que levei com a almofada, nós rimos de seguida mas então ficamos calados a olhar um para o outro sem saber o que fazer, ele tirou o lenço da cabeça e enrolou-o no pulso e fez meio sorriso como se estivesse descontente.
- Bem, tenho que ir - disse levantando-se, eu levantei-me e acenei seguindo-o para fora do quarto descendo para a cozinha, ele parou na porta das traseira e olhou para mim. - Se alguma coisa acontecer, estou mesmo aqui ao lado, está bem? E eu vou ficar com o lenço, é de maneira que és obrigada a ir ter comigo para eu te devolver.
Eu ri-me ficando envergonhada. Ele abriu a porta e então olhou para mim.
- Estou a falar a serio, Eve - disse sorrindo. - Eu quero te conhecer.
- Eu também - murmurei sorrindo.
- Óptimo - disse sorrindo e de seguida olhou-me divertido - tenho que ir, tem apenas cuidado e tenta não cair em algum lugar.
- Vou tentar - disse bufando.
Ele riu-se e passou pela porta e olhou para trás de novo sorrindo fechando a porta. Observei-o saltar a vedação que separavas a nossas casas mas ele desequilibrou-se caindo, abri a porta preocupada mas ele apareceu saltando e sacudindo-se olhou para mim e ergueu os polegares.
- Estou bem - disse sorrindo.
- Ainda dizes que eu sou desastrada? - Perguntei sorrindo.
- Sim - disse sorrindo para mim de orelha a orelha e virou-se para a casa dele. - Vê-mo-nos mais logo.
E entrou em casa sem eu poder dizer alguma coisa.
Wow aquilo realmente acontecera, pensei entrando em casa, foi directa ao frigorifico abrindo o congelador tirando a lasanha que eu fizera um dia antes, aquecia no microondas e olhei para a janela enquanto aquecia. Durante meses pensara como seria conhece-lo, se ele seria divertido, se ele era demasiado serio ou se ele se ria com facilidade, mas eu não estava a espera daquilo, aquele rapaz era divertido e impressionante. Ouvi o som do microondas e peguei no prata e numa coca-cola indo para a a sala de cinema, pondo uma serie que eu via de vez em quando, colocando o prato e a coca-cola numa mesinha.
Não deixei de pensar em Will enquanto via a serie, será que ele continuaria a falar comigo ou me voltava apenas a mostrar que era apenas uma vizinha. O que é que iria acontecer a partir dai?
Seriamos amigos, falávamos ou  ignorávamos?
Uma coisa eu sabia, não queria ignorar.
Quando acabei de ver a serie e de comer, já era noite e eu tinha que ir dormir, pensei mordendo o lábio sem saber o que iria acontecer quando eu fosse para o quarto. Respirei fundo, arrumei tudo na cozinha e sem arranjar mais maneiras de evitar ir para o quarto. Subi as escadas e entrei no quarto, da janela vi que as cortinas do quarto dele estavam fechadas. Tentei não ficar desiludida e entrei na casa de banho com o pijama, tomei banho e vesti o pijama, sai da casa de banho secando o cabelo com uma toalha e parei ao reparar que as cortinas dele estavam puxadas para trás e ele estava a ler um livro no sofá encostado a janela.
Eu corei e coloquei a toalha no cesto da roupa suja e olhei para a janela de relance e vi que ele estava a olhar para mim curioso com algo na mão, eu olhei e vi que tinha um bloco de notas grande virado para mim com uma nota.
"Estás bem?"
Eu peguei num bloco que tinha dos meus trabalhos de literatura, (preferia ler e trabalhar no quarto para literatura) e escrevi rapidamente.
"Estou bem, não voltei a cair".
Ele riu-se e eu coloquei o bloco em cima da cama e apaguei a luz do quarto e eu puxei as cobertas da cama acendendo os candeeiros, peguei num livro que estava a ler e olhei para o quarto dele, ele estava a segurar o bloco.
"Vou dormir, amanha falamos?"
Eu respondi o mais rápido possível.
"Prometo. Boa Noite."
Observei-o a ir para cama, ele já estava de pijama, uma t-shirt cava com calções pretos. Ele olhou para mim e acenou-me, eu mudei a pagina rapidamente e escrevi outra nota.
"Acorda-me"
Ele leu rapidamente e riu-se colocando um polegar para cima antes de desligar as luzes ficando com o quarto completamente escuro. Não conseguia vê-lo mas ele conseguia me ver, mas invés de me sentir um pouco incomodada corei, e vi as suas cortinas se fecharem automaticamente.
Observei o meu livro sem o ler, estava demasiado irrequieta, olhei para a janela dele. O que é que ia acontecer amanhã?
Love Peace and Write 
Kisses Lovewriters
P.s: Os Lords são uma banda fictícia deste blog, em breve saberão o que quer dizer...