sexta-feira, 27 de junho de 2014

Capitulo 2 - Desejo, Tempted

Keith
Finalmente, eu estava na nossa casa e eu sentia que está pausa era mais que merecida, quatro anos de torné e finalmente íamos passar um ano sem actuações fora do pais e a apenas a trabalhar no próximo álbum, que teria que bater os últimos 3.
Estávamos em Seatle e nós tínhamos comprado uma casa na praia, mobilamos e decoramos e logo no primeiro dia arranjaram companhia feminina para a noite. Eu sinceramente a meses que detestava ir para a cama com pessoas que não me conheciam realmente, eu já não tinha paciência para isso e estava a procura de algo que não podia ter.
Respirei fundo e observei a revista cor de rosa que estava na mesa da sala, que uma das raparigas deixou para ir entreter um dos meus irmãos.
“Kyra Lind da Fama ao Poço”, era o titulo da revista e na capa tinha uma das ultimas fotografias dela num vestido bege, com cabelo loiro perfeitamente arranjado e um rosto perfeito, ela tinha uma clotch azul, um colar de prata e pulseiras de prata. Ela sorria para a câmara mas podia ver nos seus olhos raiva.
A foto fora tirada naquele dia em que se tentara matar. Desde esse dia que havia notícias dela na clinica de reabilitação, de ela estar lá por causa de drogas, por se tentar matar e por imensas coisas, que iam de estúpido a ridículo. Assim que ela saiu da clínica todas as suas paginas nas redes sociais desapareceram e ela se escondera.
Eu não acreditava em metade das coisas que a impressa escrevia, eu sinceramente achava que ela era suficiente boa para se misturar com a multidão sem ser vista. Talvez seja isso que andava a procura, queria ter certeza que ela estava bem e que honrara o pacto e que superara tudo o que lhe tinha acontecido.
Larguei a revista e olhei para a sala, era uma sala enorme, tinha uma janela virada para o mar, a frente da janela estava um sofá virado para a janela, com a TV no canto encostada a parede, tinha uma mesinha de centro e uma mesa de jantar com a parede aberta para a cozinha.
Eu sentei-me no sofá e olhei para a vista, adorava esta casa, sentia-me finalmente em paz. Uns passos e umas gargalhadas que me fizeram olhar para as escadas onde estava a descer uma rapariga meio tonta e o meu irmão Mark a segura-la quase nu pelo cotovelo. A rapariga era como todas as outras, cabelo cumprido cheio de produto que se houvesse fogo perto devia de arder por completo, montes de maquilhagem e roupa que mal tapava o corpo. Mark era enorme, cheio de músculos pela sua obcecação para esquecer o seu passado, era viciado em exercício e sexo. Ele levou a rapariga até a porta onde ela despediu-se dando-lhe um beijo ao ponto de passar as pernas pela cintura. Mark riu e afastou-se.
- Vá lá querida! Eu adorava-te ter aqui mas há demasiado público. – Disse olhando para ela, eu revirei os olhos ao ouvi-lo gemer.
- Como se isso te impedisse – disse alto suficiente para me ouvirem, a rapariga saltou para fora acenando.
Eu sorri quando Mark fechou a porta encostando-me a ela cansado.
- Dar prazer a uma mulher pode ser uma arte, mas cansa – disse caindo na poltrona a beira do sofá.
- Como se eu precisasse de saber isso – resmunguei e olhei para as escadas. – Como estão os rapazes?
- Kevin ficou inconsciente, a rapariga que estava com ele juntou-se a Sam e a sua rapariga.
Kevin era o pior de nós todos, era o que tinha passado mais escuro, de nós quatro. Mark era viciado em sexo, e o Sam era único que parecia intacto.
- Vamos esperar um mês – disse o Mark. – Vamos ver o que acontece, a ver se este descanso faz com que ele acorde.
- Temos que contratar uma empregada – disse-lhe – o quarto dele vai estar sempre uma porcaria com o vómito todo.
- Sam já contratou uma rapariga, ele diz que ela é perfeita.
- Bem, qualquer coisa liga-me, vou ao ginásio – disse levantando-me pegando na mala.
- Não te esqueças da entrevista que vamos ter – gritou no momento em que abri a porta.
Mostrei-lhe o dedo do meio e fechei a porta no momento em que ele atirou a revista e ouvia-a a bater na porta. Ri-me e peguei na minha moto que estava a frente da garagem, colocando a mala presa na moto. Estacionei no passeio e entrei no Hall do ginásio.
Byan era o dono do local, era um tipo grande e um grande amigo meu que assim que soube que eu vinha para á convidou-me para ser um membro do seu ginásio. Assim que entrei no Hall do ginásio, Bryan acenou-me com uma mão enquanto falava com uma rapariga pequena de cabelos castanhos, ela parecia chateada, mas o Bryan beijou-a nesse instante. Obviamente estavam a andar juntos mas ela estava chateada por isso, nem se mexeu. Eu tossi achando um pouco incómodo a situação. Bryan se afastou dela e me cumprimentou.
- Vieste para treinar? – Perguntou pegando numa chave que estava em cima do balcão enquanto apertávamos a mão.
- Sim, fico com a chave? – Perguntei sentindo a rapariga a mexer nuns papéis no balcão.
- Sim, vou precisar que preenchas uma ficha pode ser no final do teu treino. – Disse dando-me uma palmada no ombro.
Eu acenei e entrei no corredor para os balneários. Sentindo que a rapariga estava a olhar para mim. Estremeci até que fechei a porta.
Pousei as minhas coisas e foi para cima indo para a passadeira, tentei ficar cinco minutos nela mas fartei-me e foi para uma máquina de pesos virada para as janelas. Atrás de mim do outro lado da sala estavam dois gajos na passadeira a falar de raparigas, de saídas e aventuras a noite.
Revirei os olhos e comecei a levantar pesos. A certa altura, eu perdi-me no ritmo e não reparei que os rapazes estavam calados e ouvia-se o som de uma câmara fotográfica. Olhei para o lado a espera de ver um paparazzi, mas na verdade era a namorada de Bryan, ela estava a olhar para a maquina, vendo as fotos.
Eu reconhecia num segundo… Era Rose Landon, a fotografa que causara delírio a 3 anos com fotos de pessoas nuas e que a 2 anos fora contratada pela revista Loud. Eu como tinha que estar atento a noticias da minha banda e de boatos, lia revista e era fã dela.
Ela tinha cabelo castanho longo que caia até a sua cintura, ela era pálida de olhos castanhos quentes e brilhantes, magra mas não propriamente um palito, tinha o corpo com curvas e peito pequeno.
Eu engoli em seco, ela parecia uma deusa, pensei, linda com o rosto em forma de coração com um sinal acima do lábio, que me fez quase gemer ao observa-la, ela era pequena mas parecia um furação com aquele corpo.
Olhei para baixo e vi que nas suas mãos tinha tatuagens, no pulso na mão direita tinha um nó celta e no braço esquerdo tinha algo escrito. Rebelde, linda e podia ver no seu olhar corajosa. Senti a garganta seca, ao ver aqueles lábios carnudos, querendo-a. Há muito tempo que não senti um desejo assim por uma mulher.
Merda, era a namorada do Bryan. Não podia pensar nisso! Mas ao mesmo tempo vê-la com aquela camisola azul larga nas alças podendo ver o top cinzento e uns calções curtos que mostravam umas pernas altas e tonificadas. Virei-me rapidamente para a frente e respirei fundo.
Eu nunca sentira tanto desejo por uma mulher como sentia agora, pensei tentando controlar o meu libido. Eu não podia-me sentir assim pela mulher do meu amigo. Reparei que ela foi para cima e eu respirei fundo relaxando por fim. Porque é que eu tinha a sensação de que conhecia de algum lado?
Reparei nos rapazes atrás de mim através da janela, eles estavam numa conversa privada, no entanto, eu consegui apanhar a conversa toda. Fiquei tenso e reparei no rapaz a subir as escadas enquanto o amigo procurava algo na mala. Eles queriam-na, não importa se ela queria ou não. Levantei-me e bloquei o seu caminho antes de subir as escadas.
- Onde pensas que vais? – Perguntei irritado, empurrando-o para trás.
- Meu, qual é a tua? – Perguntando-me irritado. – Eu quero ir ao ginásio ao ar livre.
- Eu ouvi o que tu e o teu amiguinho querem fazer, mas tens que passar por mim e eu vou-te dizer o que vai acontecer, eu vou-te por KO e depois vou matar o teu amiguinho.
Ele fechou os punhos e eu dei-lhe um murro fazendo-o cair mo chão.
- Ei Keith, o que raio estás a fazer? – Perguntou Bryan, que apareceu a correr.
Nesse momento ouvi um grito vindo de cima.
- Bryan, expulsa este gajo daqui!
E corri para cima, rezando evitar o pior!



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